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Depois dos mails, surgiu o Blog... Um autêntico Flop, claro
Quarta-feira, Abril 21, 2010
À Tua, Pelicano*
Nós vimos, há quase três meses, em ante-ante-ante estreia, numa sala onde estavam e tinham estado alguns transmontanos para quem o Tua faz parte da família. A nossa criança estava na fase de subir e descer escadas compulsivamente, por isso conseguimos manter a atenção à vez, prometendo que veríamos novamente o Pare, Escute, Olhe com mais silêncio e menos interrupções. Foi o meu primeiro Pelicano - nunca vi o dos pastores...
Há muito mais de melancolia mansa do que estardalhaço, apesar de ser este um filme-denúncia com alguma coisa de Michael Moore. O Pelicano realiza com tempero mediterrânico: umas ervinhas de nostalgia, bem regadas com humor e salgadas com ironia. Há momentos absolutamente memoráveis em redor deste uivo cinematográfico pela destruição da linha do Tua. Situações que se configuram por causa da questão do Tua, mas ganham vida própria, como certas discussões de café [há uma, Tato e Xantro, sobre o Lucky Luke que vocês vão adorar], como as personagens que nos são reveladas, personagens únicas como é costume encontrarmos em Trás-os-Montes, onde é mais simples, por haver menos influências e pressões globalizantes, que cada um seja realmente como cada qual.
(E amanhã, às 18.30h, na Leitura do Cidade do Porto, o Leonel apresenta o livro epifenómeno do filme)
*nunca pensei ser eu a quebrar o desjejum, mas alguém tinha que começar. Segue-se algo mais dentro de momentos.
Há muito mais de melancolia mansa do que estardalhaço, apesar de ser este um filme-denúncia com alguma coisa de Michael Moore. O Pelicano realiza com tempero mediterrânico: umas ervinhas de nostalgia, bem regadas com humor e salgadas com ironia. Há momentos absolutamente memoráveis em redor deste uivo cinematográfico pela destruição da linha do Tua. Situações que se configuram por causa da questão do Tua, mas ganham vida própria, como certas discussões de café [há uma, Tato e Xantro, sobre o Lucky Luke que vocês vão adorar], como as personagens que nos são reveladas, personagens únicas como é costume encontrarmos em Trás-os-Montes, onde é mais simples, por haver menos influências e pressões globalizantes, que cada um seja realmente como cada qual.
(E amanhã, às 18.30h, na Leitura do Cidade do Porto, o Leonel apresenta o livro epifenómeno do filme)
*nunca pensei ser eu a quebrar o desjejum, mas alguém tinha que começar. Segue-se algo mais dentro de momentos.